| Guerra |
21Set2007 00:00:00 |
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Hoje a paz não será palavra nem estado, serei guerra que no corpo lavra e no intimo é fado! Vou partir a mágoa e desapontar o relógio que morre mandar fora toda a água que de mim escorre?
A cada segundo que passa, o mundo pára, a dor fica e trespassa entranha-se e pinta-se na minha cara...
Luto em mim, contra mim por mim. porque quiseste assim...
Hoje é dia de lutar, esquecer o mundo, agarrar o desejo profundo de voltar e amar...
Hoje sou dono do meu conflito E por isso grito: já ninguém me leva! Sou meu, como da terra é a erva?
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| Palavras |
19Set2007 00:00:00 |
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Palavras nunca serão sentimentos,
Por mais que nelas encerremos momentos!
Serão sempre forma desenhada pela mão
E a mão, essa, apenas toca!
Os sentimentos são os sentidos do coração.
Alma, que ás palavras não podemos dar!
Por tudo o que cada palavras invoca,
Apenas podemos trocar pelo que desperta
Jamais pelo que quem escreve, nas palavras aperta...
Serão sempre palavras,
Por mais vida que lhe queira dar
Falta em cada uma delas, alma
E essa não lhe posso dar...
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| As noites esvaziam-se no teu olhar |
16Set2007 00:00:00 |
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 As noites esvaziam-se no teu olhar, Como as águas no fogo do verão... Consome-me a tua ausente presença, Não sou mais que o reflexo de uma paixão Que me faz chorar os tempos perdidos Que me faz querer parar o tempo e voltar atrás Mas o tempo cruel não volta E eu sou apenas rotina passageira Que nada tem para se orgulhar Sem voto ou sentença Continuo com os meus sonhos estendidos Estendidos nos mantos verdes das praias douradas Por detrás das dunas pintadas Jazem inertes as minhas ânsias Ainda neles existe um pouco de ti que me faz tentar... Olho mais uma vez o retrato pintado por dedos destros Retratando a beleza em si Olho de novo para ti Mas não vejo em tal retrato o mais desejado Não vejo o meu reflexo em teu olhar Volto-me para o espelho, não sou eu Apenas o reflexo ficou, o resto o tempo apagou Apenas vagueio pelas ruas do tempo Procuro nas esquinas da paixão por ti Mas já não te encontro aqui Uma pequena lágrima desce agora o meu rosto Sinto-a a descer ao meu espírito Não a controla a razão Mas os contornes da vida é que lhe dão direcção Tento sacudir de mim esta tristeza Mas volta a mim como um boomerang sempre volta à sua posição Em mim tudo vai, tudo volta, Nada fica excepto a tua presença... Que me magoa, me complica Pintados nos cristais do porvir continuam a esperança e o desejo Pois em mim permanece a paixão por um único beijo Mas deixas-te apenas o perfume nas pétalas da vida Para me recordares a essência perdida Para que em mim as horas não passassem em rodopios constantes Mas na doce sonolência da tua fragrância Não adormeci, acordei, manteve-me acordado esta essência Que desperta em mim sensações que me fazem mergulhar no infinito Eu que nada sou, torno-me algo Por meros instantes enfrento o mundo com um medo finito Mas à noite abandona-me o teu aroma, Vai-se a luz do teu quadro Fico só, em meus sonhos volto a sonhar Pois até destes voaste, Tento andar mas apenas caminho, Hesitante procuro um pouco de luz Mas deixas-te o meu caminho para trás E agora tropeço pelos caminhos escritos mas inacabados Das estradas vistas mas não entendidas Tornam-se esquivos os meus motivos Mas logo amanhece e volta o doce bálsamo da manhã Sento-me, olho o teu retrato, deixo cair o cansaço E agora posso estar contigo...
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