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Carta a um amigo
19Abr2007 00:00:00
 



É com tristeza que sinto a tua ausência. Não se passaram muitas madrugadas desde que o sol raiou pela última vez e tive o prazer da tua escrita em directo. Hoje apenas posso ver o reflexo daquilo que me deixaste para que não te esquecesse e soubesse sempre o quanto importas para mim. Amigo como podes partir sem ao menos um adeus, uma despedida, uma explicação? É triste dizer adeus sem motivo, e mesmo que o tivesse era sempre triste. Sei que me lês, sei que sabes de mim. És me muito. Embora não o saibas. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (75)

26/4/2006
18Abr2007 00:00:00
Pouso a mão no tempo.
Sinto-o nas minhas veias,
Corre fortemente?
Com as pulsações do coração
Está no auge,
Sem emoções meias,
Tudo completamente...
Vejo ao longe
Uma sombra
Uma simples ausência de luz
Que brilha só de pensar
Que se assemelha a tua?
Cada passo de sombra,
Um minuto passa depressa
Por entre os vasos que se dilatam
E fazem a mente divagar...
Tudo se torna uma gigante ansiedade
Que na sombra se eleva
Como uma cascata de incertezas
A qual não somos capazes de parar
E da qual queremos ver o final
Descobrir para lá da pura transparência
Mas o tempo por vezes pára de correr
E deixa-nos viver...
A sombra destapa-se
O vulto torna-se luz
Que perdura mesmo na noite?
Afinal eras tu que deslizavas
Nessa sombra de misto
Como o local onde nasceram as tuas espirais
Guia-me a esses vales,
Essas cascatas verdes,
De aguas limpas e doces sonhos,
Que guiam os passos dos sonhadores?
Onde a luz e lei
Onde a paz e vida
Onde eu possa sentir o tempo parar... Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (69)

silencio
17Abr2007 00:00:00
Parem este som!
Não quero ouvir mais que o silêncio
Esse silêncio que me faz companhia
E me descansa quando tudo me falha
E nele que me encontro
Nas horas de vasta loucura
São pedaços que me trespassam com amargura
Dessas palavras que despedaçaste contra mim!
Parem esse som. Silencio por favor.
Chega dessas palavras dissimuladas,
Em que não sentes mais do que os teus nadas
Não quero mais esse veneno com cheiro a malmequeres
Aqueles que tu tanto amavas,
E de mim tanto desprezavas!
Basta desse som de palavras amargas
De onde apenas a tua pessoa se lembrava
E eu permanecia no meu mundo
Esperando que não me calcasses mais
Mudo. Ficava mudo.
Mas agora de ti apenas quero isso. Silencio.
Não e ódio o que sinto por ti. Apenas palavras amargas
Que me fazem não te querer provar mais.
Chega! Basta. Deixa o meu silêncio em paz.
Vai para o teu mundo de efémeras vivências
Onde existes em desistências. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (59)

Futuro
16Abr2007 00:00:00
Hoje sou um pouco do que fui, tudo o que sou e tão pouco do que serei... Porque hoje sou projecto e amanha serei edifício. Amanhã é longe, é bem longe. Somos mudança e uma casa sempre incompleta, nesta roda vida de trabalho duro onde nem sempre os tijolos têm base para assentar, vamos moldando a nossa existência a tudo o que em nos existe porque existe em tudo o que nos rodeia. Vamos absorvendo pedaços da vida, palavras da natureza, emoções das pessoas e frieza do mundo. Nunca estando completos, alguns acham-se intocáveis. Esquecem-se da sua fragilidade. Sou incompleto em todos os momentos. Orgulho-me disso pois tenho sempre oportunidade de me ir completando sem deixar espaços vazios de conteúdo e cheios de presunção. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (39)

Jasmim
15Abr2007 00:00:00
 




Sentei-me ao lado do mar, num gesto tantas vezes repetido. Era uma tarde em tudo igual a tantas outras sem o cheiro a jasmim ao qual já me tinha desabituado. No ar apenas uma corrente fresca atravessava o intenso calor que se fazia sentir. Eram quase 4 da tarde, o relógio cansado de rodar sobre si mesmo decidiu desistir e parou. Ao longe a tua voz fazia um suave murmurinho como gargalhadas de uma criança. Rapidamente o cheiro a jasmim correu ate mim e senti-o abraçar-me como os teus braços já tantas vezes me haviam feito naqueles sonhos onde existias em mim. Senti-me adormecer, embalado por todo um cenário de quietude. Passaste por mim e voltaste a não olhar. Acordei e retornei ao meu mar onde me perco, onde me encontro. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (37)


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