| Deslocado |
24Abr2007 00:00:00 |
| Não peço luz nem cor. Apenas amor. Estou farto desta dor que bate forte no meu peito e eu inconsciente da minha consciência fico decaído em mim mesmo. Estou cansado deste mundo que me rodeia dessa passividade que me trespassa, deste mundo que não é meu, não me pertence nem eu lhe pertenço. Sinto me deslocado como um pedaço de rocha tirado de uma escultura. Quero fugir, mas agarram-me os pés. Prenderam me as mãos e atiraram-me para uma prisão sem paredes. Amanha será um novo dia. Mas hoje, hoje estou cansado. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (126)
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| Carta a um amigo |
19Abr2007 00:00:00 |
É com tristeza que sinto a tua ausência. Não se passaram muitas madrugadas desde que o sol raiou pela última vez e tive o prazer da tua escrita em directo. Hoje apenas posso ver o reflexo daquilo que me deixaste para que não te esquecesse e soubesse sempre o quanto importas para mim. Amigo como podes partir sem ao menos um adeus, uma despedida, uma explicação? É triste dizer adeus sem motivo, e mesmo que o tivesse era sempre triste. Sei que me lês, sei que sabes de mim. És me muito. Embora não o saibas. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (75)
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| 26/4/2006 |
18Abr2007 00:00:00 |
Pouso a mão no tempo. Sinto-o nas minhas veias, Corre fortemente? Com as pulsações do coração Está no auge, Sem emoções meias, Tudo completamente... Vejo ao longe Uma sombra Uma simples ausência de luz Que brilha só de pensar Que se assemelha a tua? Cada passo de sombra, Um minuto passa depressa Por entre os vasos que se dilatam E fazem a mente divagar... Tudo se torna uma gigante ansiedade Que na sombra se eleva Como uma cascata de incertezas A qual não somos capazes de parar E da qual queremos ver o final Descobrir para lá da pura transparência Mas o tempo por vezes pára de correr E deixa-nos viver... A sombra destapa-se O vulto torna-se luz Que perdura mesmo na noite? Afinal eras tu que deslizavas Nessa sombra de misto Como o local onde nasceram as tuas espirais Guia-me a esses vales, Essas cascatas verdes, De aguas limpas e doces sonhos, Que guiam os passos dos sonhadores? Onde a luz e lei Onde a paz e vida Onde eu possa sentir o tempo parar... Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (69)
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| silencio |
17Abr2007 00:00:00 |
Parem este som! Não quero ouvir mais que o silêncio Esse silêncio que me faz companhia E me descansa quando tudo me falha E nele que me encontro Nas horas de vasta loucura São pedaços que me trespassam com amargura Dessas palavras que despedaçaste contra mim! Parem esse som. Silencio por favor. Chega dessas palavras dissimuladas, Em que não sentes mais do que os teus nadas Não quero mais esse veneno com cheiro a malmequeres Aqueles que tu tanto amavas, E de mim tanto desprezavas! Basta desse som de palavras amargas De onde apenas a tua pessoa se lembrava E eu permanecia no meu mundo Esperando que não me calcasses mais Mudo. Ficava mudo. Mas agora de ti apenas quero isso. Silencio. Não e ódio o que sinto por ti. Apenas palavras amargas Que me fazem não te querer provar mais. Chega! Basta. Deixa o meu silêncio em paz. Vai para o teu mundo de efémeras vivências Onde existes em desistências. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (59)
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