A carne é fraca A vida por vezes, dura, Deixa marca No coração que não a fura? Inconstante no seu caminho Faz de nós reféns do seu capricho Vivemos inebriados pelo vinho Deitados no nosso nicho. Deixamos tanta vez o mundo passar Pelo medo de o agarrar De ele morder E a alma sofrer? A fragilidade do ser humano É como rasgar um simples pano Só pára de romper Quando chega ao limite das costuras Aí ou cai da mais alta das alturas, Ou o medo deixa de vencer? É tempo de enfrentar paredes E vencer ansiedades Tempo de sonhar verdades De ter tudo o que pedes? Deseja com o coração E vive com tudo o que tens, sem ilusão?