Preciso cair Não quero mais estar onde apenas posso falar Quero alcançar um pouco mais, voar Em cada letra que escrevo Penso num novo caminho Por onde possa encaminhar as palavras! Tantas vezes chego a um ponto sem retorno E me lembro quem sou Quem fui e quem penso que serei? Apercebo-me de quão efémero É o sangue que me corre nas veias De quão frágil é embalagem Em que colocaram a minha personagem! Uma passagem na agitação Pequena palha que rasga o brisa Enquanto não lhe quebram a ilusão E dilaceram o mundo de fingir! Preciso cair, para ver! Quero escrever o sangue a ferver, E fazer o sangue correr nas palavras Deixá-lo escrito nas letras Uma marca pelas horas de amor Um marco pelas horas de dor. Para que me lembre o choro E me recorde o meu rótulo: Frágil.