Uma Carta para o Pai Natal: «Querido Pai Natal: Eu queria mesmo, mesmo, mesmo, mesmo um cãozinho este ano. Vá lá, vá lá, vá lá. António.» E a resposta: Querido António Essa trampa de pedinchice talvez resulte com os teus pais, mas aqui não. Vais receber um camisolão de novo. O Pai Natal».
São tantas as vezes que te invocam de boca cheia e coração vazio. Como é possível banalizaram tanto algo tão único? Não sei apenas sei que eu vou cuidando de ti como o tesouro que não quero perder. Sabes bem que ainda espero por ti nestas ruas escuras onde me perco e tento brilhar um pouco. Sabes bem. Sabes bem o quanto me deixa triste ver todas as pessoas que te têm e te esquecem, todas as que não te têm e não são capazes de achar. Gostava de saber onde nasces e trazer um pouco de ti a cada pessoa, como quem leva agua as bocas secas, sem necessidade de retribuição. Só pela partilha, só pelo dar. Tu és isso, dar.