Um sujeito, bastante embriagado, chega a casa e deita-se. Quando acorda, apecebe-se de que está meio vestido e com os pés calçados em cima do travesseiro. - Ora esta! Passei a noite a pensar que tinha dor de dentes e, afinal, doiam-me era os calos.
Parem este som! Não quero ouvir mais que o silêncio Esse silêncio que me faz companhia E me descansa quando tudo me falha E nele que me encontro Nas horas de vasta loucura São pedaços que me trespassam com amargura Dessas palavras que despedaçaste contra mim! Parem esse som. Silencio por favor. Chega dessas palavras dissimuladas, Em que não sentes mais do que os teus nadas Não quero mais esse veneno com cheiro a malmequeres Aqueles que tu tanto amavas, E de mim tanto desprezavas! Basta desse som de palavras amargas De onde apenas a tua pessoa se lembrava E eu permanecia no meu mundo Esperando que não me calcasses mais Mudo. Ficava mudo. Mas agora de ti apenas quero isso. Silencio. Não e ódio o que sinto por ti. Apenas palavras amargas Que me fazem não te querer provar mais. Chega! Basta. Deixa o meu silêncio em paz. Vai para o teu mundo de efémeras vivências Onde existes em desistências.