Pouso a mão no tempo. Sinto-o nas minhas veias, Corre fortemente? Com as pulsações do coração Está no auge, Sem emoções meias, Tudo completamente... Vejo ao longe Uma sombra Uma simples ausência de luz Que brilha só de pensar Que se assemelha a tua? Cada passo de sombra, Um minuto passa depressa Por entre os vasos que se dilatam E fazem a mente divagar... Tudo se torna uma gigante ansiedade Que na sombra se eleva Como uma cascata de incertezas A qual não somos capazes de parar E da qual queremos ver o final Descobrir para lá da pura transparência Mas o tempo por vezes pára de correr E deixa-nos viver... A sombra destapa-se O vulto torna-se luz Que perdura mesmo na noite? Afinal eras tu que deslizavas Nessa sombra de misto Como o local onde nasceram as tuas espirais Guia-me a esses vales, Essas cascatas verdes, De aguas limpas e doces sonhos, Que guiam os passos dos sonhadores? Onde a luz e lei Onde a paz e vida Onde eu possa sentir o tempo parar...