Tapa o meu corpo, Com a sede, com que o buscas! Cobre-me de terna loucura, Daquela com que me apagas! Não quero mais curas, Nem bálsamo, quero sentir-te nua e dura Cheia de fráguas Mas simplesmente tu, sem panos nem cortesias. Quero-te nos meus desejos insanos De sagazes fugas ás melancolias? Toca o meu corpo com a alma que me impões No teu silêncio que não transpões Folheia-me como um livro despido Como um livro a ser lido no primeiro impulso Tem-me no teu espaço incontido Leva-me pelo pulso E não me tragas! Por favor não me tragas! Deixa-me no teu mundo Naquele desejar profundo Com que me marcas?